Faça o seu Login

Nome

 

Senha

 

Esqueci minha senha

 
 
 

Fazer meu Cadastro


Associação dos Ex-Alunos do Colégio Militar de Salvador - CMS




Mais Noticias



61º ANIVERSÁRIO DO NOBRE CADINHO



Semana de Orientação Vocacional - CMS



Atualizações no Site da AExAlCMS



FELIZ 2018



Associação busca patrocinadores e parceiros



CONFRATERNIZAÇÃO DEZ/2017



Todas as Noticias

Especial

Colegio Militar já formou mais de 10 mil alunos

Referência em educação, Colégio Militar de Salvador completa seis décadas

ITANA SILVA*

Parte de um sistema que integra 13 unidades no Brasil, o Colégio Militar de Salvador (CMS) celebra, este mês, 60 anos de criação. Localizada na Pituba, a instituição é conhecida pelos altos índices de desempenho devido ao padrão de ensino.
No último resultado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o CMS se destacou ficando em 2o lugar entre os colégios militares do país, com média 642,95, atrás apenas de Belo Horizonte. Atualmente, com 740 alunos entre o 6o ano do fundamental e o 3o ano do ensino médio, o CMS já formou mais de 10 mil alunos.
O corpo docente é formado por civis e militares que, de acordo com o comandante do CMS, coronel Carlos Hassler, é o grande responsável pela performance alcançada em avaliações de qualidade de ensino.
“Nosso êxito se deve ao nível de comprometimento do corpo docente do colégio, que dá suporte ao aluno em toda a sua dimensão. Não é apenas colocar na sala, transmitir o conhecimento e mandar pra casa. Tratamos o aluno de maneira completa. Esse é o segredo do CMS”, diz Hassler.
Diferencial

Diferentemente do que ronda o imaginário popular, dentro da escola, os alunos possuem abertura para serem ouvidos e acolhidos. Eles contam com o chamado Corpo de Alunos, que é formado por um comandante. Nele, as turmas são dividas em companhias, no modelo similar ao quartel. A partir daí, são formados pelotões.
“Todo pelotão tem o seu sargento, que conhece cada aluno. Esse militar sabe dos problemas de um por um, acompanha esses alunos, percebe quando eles estão com algum problema. Esse acompanhamento garante que a gente possa dar assistência completa”, explica o coronel.
Segundo ele, há uma seção de orientação educacional estruturada com psicólogos e pedagogos, que os acompanham de perto.
Para o capitão André Mendes, que também é professor de matemática do CMS, além da qualidade do ensino e da aproximação com os estudantes, a transmissão dos valores também é um diferencial do colégio.
“Além dos conhecimentos adquiridos em sala de aula, primamos pelos valores que os alunos aprendem aqui na escola. O conhecimento todo colégio fornece, mas esses valores é o que marca os alunos. É o que faz com que eles se tornem adultos responsáveis no futuro”, pontua Mendes.
Um fator que causa muitas especulações é o fardamento da agremiação. Para uns a rigidez exigida no padrão é demasiada. Ex-aluno do CMS, Salomão Santana, acredita, no entanto, que a vestimenta inspira as relações dentro do ambiente acadêmico.
“O uniforme igual para todo mundo só tem uma fonte de origem e desperta esse espírito de inclusão, que é uma das bases do colégio militar. Nós nos unimos para que um possa ajudar o outro. Com o uniforme, a gente não distingue quem é pobre e quem é rico, por exemplo. Todos ali estão iguais e, por serem iguais, eles se apoiam como um todo”, descreveu Santana.
Ingresso
Apesar de militar, o CMS não é uma escola voltada somente para esse público. Em sua essência, a entidade abriga familiares de oficiais, mas também civis.
“Procuramos sempre ocupar toda nossa estrutura. Por isso, quando temos vagas, abrimos concurso para outros jovens, mesmo que não tenham parentesco com militar. As provas são sempre para o 6o ano ou 1o ano do ensino médio. Costuma ser bem concorrido. No ano passado, por exemplo, tínhamos 20 vagas para 900 inscritos”, exemplifica o coronel, Carlos Hassler.
O estudante do 6o ano, Matheus Habib, 15, que entrou no CMS por influência materna. “No início era mais como um sonho da minha mãe. Ela queria ter um filho que estudasse no colégio militar. Então, estudei para passar. Quando cheguei, percebi que gosto muito de estar aqui. Não quero estudar em outro lugar”, contou o adolescente.
*SOB SUPERVISÃO DO EDITOR- -COORDENADOR LUIZ LASSERRE

Publicado por: Antonio Claudio / 890 / 1977 - Fonte: Jornal A Tarde edição 15/04/2017 pág 04 - Data: 15/04/2017
Voltar